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terça-feira, 29 de abril de 2008

isopower!

eis que sábado estavámos eu e minha amiga nega no consulado mineiro, almoçando às 19h. é sério. tá, a gente estava tomando umas cervejas também.

pra quem não sabe, o consulado mineiro fica na praça benedito calixto, onde se reúne uma galera muderna todo sábado em são paulo. tem um monte de barracas com antigüidades e artesanato (não aquelas coisas em biscuit e ponto cruz não, tem umas coisas bem bacanas). tem umas lojas maravilhosas ao redor da praça, e uma espécie de galpão onde eles puseram stands com tudo o que você sempre sonhou em comprar e não sabia onde achar (vários deles, por sinal, estão no domingo na feira do center 3), como almofadas, bolsas, roupas descoladas, acessórios, caixinhas e móveis customizados, enfim, é o paraíso e o inferno na terra.

a feirinha acontece enquanto o dia está claro. até umas 17h, quando a parada começa a arrefecer aos poucos. o que não significa que o pessoal que está por lá piriguetando vai querer ir embora. solução? mais ou menos a partir desse horário começam a aparecer uns vendedores de bebida com seus isopores.

isopor, gente. vocês sabem do que um isopor é capaz? pois então. a irmã de uma amiga minha, certa feita, foi ao dique do tororó assistir à encenação da paixão de cristo, em plena sexta-feira santa. chegou de volta em casa totalmente bêbada. indagada sobre como ela tinha conseguido a proeza de se embriagar assistindo à paixão de cristo, ela responde: "isopor, minha gente. tinha isopor espalhado por tudo quanto é canto".

é isso. aí que às 19h, no meio da nossa fofoca, começa uma vaia absurda do lado de fora do restaurante, na praça, além de mil gentes buzinando. tipo, manifestação popular total. vamos para a varanda ver o que se passava e adivinhem? a praça benedito calixto tinha se transformado em algo parecido com uma lavagem de medicina, com mil pessoas andando pra lá e pra cá, bebendo todas, e não deixando espaço pros carros. aí um dos carros barrados pela massa humana deve ter se afobado, acelerou, semi-atropelou um transeunte, e começou a baixaria. e o motorista, que deve ser oligofrênico, ainda me sai do carro pra querer brigar (mas voltou logo).

aí eu disse: "nega, sabe quem é o culpado disso tudo? isopor! se não tivesse nenhum aí, nada disso teria acontecido. aliás, não ia ter um pé de pessoa aí".

pois é, minha gente. em casos de embriaguez improvável, vá ver que o culpado não é o mordomo; é o isopor. ele não é danoso apenas à camada de ozônio, não...

8 comentários:

Carolina/Nêga disse...

imagina se mandar todos os isopores pra feira de santana?

très julie disse...

aí vai ser REALMENTE o apocalipse.

Barbie disse...

gente, mas eu a-do-ra-va essa praça e essa feirinha. sempre passava na frente desse consulado e me lembro bem de seu feitio avarandado. mas nunca entrei. quanto custam os pratos básicos lá? fiquei curioso.
e que uó esse isopor. aqui tem muito disso também, mas sem isopor. geralmente sao imigrantes do paquistao com os 6-packs esquentando na mão. faltou tecnologia.

paula disse...

Já existe uma ocasião do ano em que todos os isopores da Bahia migram pra Feira de Santana. A gente chama Apocalipse, mas eles chamam Micareta!!!!

Cunhade, teve uma reportagem especial daquele programa Mosaico direto da Micareta de Feira essa semana. "Era um sonho dantesco" Descobri que Castro Alves escreveu essa frase numa viagem ao interior quando passou por Feira, depois aproveitou em Navio Negreiro.

très julie disse...

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA! paula, essa foi foda!

e o consulado é bem viável, sim. pratos imensos que custam na faixa de 45 r$ (tem uns de 64 r$), que servem MUITO BEM duas pessoas que comem bastante, mas, dependendo de quem forem os comensais e do que se pedir como tiragosto, podem ser suficientes para 3 e até 4 pessoas. eu recomendo o mexidão e o zona da mata.

fabiana disse...

Cara, eu sempre digo que os ambulantes que vendem brejas pelas ruas em seus respectivos 'isopores' dominarão o mundo!

Fernanda disse...

Sempre que eu ando em Curitiba e me sinto esgotada com o calor (algo em torno de 25 graus), eu falo em voz alta: Gente, cadê o moleque vendendo refrigerante no isopor pra eu comprar?

Faz a maior falta e vocês não se deram conta.

très julie disse...

êpa, eu sou a favor de vendedores de bebidas com isopor.
o que eu falo é que locais como a referida pracinha, portas de show e afins, em que há a combinação isopor + álcool, podem ser perigosos.