terça-feira, 9 de junho de 2009

naquele tempo...

ok, ok, o período de bolas de feno rolando por aqui passou. vou tentar aparecer pelo menos uma vez por semana, sem muita autocobrança e tal. eu já disse que se tivesse uma maquininha ligando meu cérebro com um processador de texto, minha vida seria BEM mais fácil (e esse blog estaria sempre bombando de posts). mas não tem, né? então a gente se vira do jeito antigo mesmo.

hoje na hora do almoço minha mãe estava dizendo que ela se lembra da época em que não existia plano de saúde. e já tem um tempo que eu queria falar sobre coisas que não existem desde sempre ou existiam quando eu era criança/adolescente. até porque todo mundo aqui é mais ou menos da mesma idade (se você é odiosamente novo, pode rir também, eu deixo).

então, gente, o mundo já foi assim (bom, estou aqui resgatando memórias que podem não ser de todos):

não existia filtro solar
e nem pedro bial mandando a gente usar filtro solar. sério, sério. tá, não é que não existia, mas ninguém no brasil usava, só tinha coppertone (aquele do cachorrinho puxando o biquini da menina, que, por sinal, é jodie foster), e minha mãe tinha um tubo de pomada noskote que nunca acabava (porque, como eu disse, ninguém usava). basicamente, você passava o verão inteiro na praia sem usar nenhum produto besuntante que não fosse óleo bronzeador - minha mãe usava o bronzeador juruá, que vinha de belém do pará e tinha consistência de azeite de dendê misturado com mel. tinha até um povo maluco que passava coca cola pra dar aquele bronze.
então, um belo dia, apareceu o sundown. que, quando surgiu, tinha 3 opções: FPS 4, 8 e 12. eu usava o 4, e minha irmã, que hoje usa praticamente filtro solar barraca líquida usava o 8. é, não existia filtro solar mas ainda existia camada de ozônio...

condicionador se chamava creme rinse
e ainda digo mais: cada marca devia ter um. nada desse negócio de específico pra cabelos tingidos, cacheados, lisos, alisados, bla bla bla. a payot tinha um rosa (que se chamava creme rinse), tinha o neutrox 1 (amarelo, pra uso no banho) e 2 (rosa, pra praia e piscina), o boticário apareceu e tinha um.
aliás, o boticário, quando apareceu, devia ter tipo 10 produtos. super me lembro do shampoo de maçã verde (na década de 80 o pessoal curtia shampoo de maçã verde, depois sumiu), desse condicionador que vinha num frasco marrom e tinha tampa de metal QUE ENFERRUJAVA, e, claro, já tinha o acqua fresca, que deve ter sido o perfume usado pelos dinossauros (junto com aqueles da linha cristal da avon).

os shampoos tinham "sabores" estranhos
além do já citado maçã verde do boticário (tinha da niasy também, mas não lembro mais o nome do produto), era mega comum shampoo de ovo. juro, gente. tinha o seda ovo, o wella seleção ovo...
ah, sim, existia um shampoo chamado wella seleção. eu até hoje não me conformo com isso, até porque não tinha nada a ver com futebol.

existiam deditos
e nem venham dizer que hoje tem palitos de chocolate, porque deditos é insubstituível. nenhum, nenhum, NENHUM é tão bom quanto ele.

hidratação se chamava "massagem"
pelo menos aqui em salvador.
aliás, até hoje você vai achar gente que fala que vai dar uma massagem no cabelo. e dar uma escova. e tomar um curso de computador.

a gente ouvia o resultado do vestibular no rádio
e no dia seguinte saía no jornal, que você comprava e ficava lendo TODAS as listas pra achar os conhecidos.
agora não, tem essa facilidade de internet, a vida desse povo é muito fácil. e bem menos emocionante, porque ficar de galera ouvindo a lista de aprovados no rádio empolga muito mais do que acessar um site, jogar seu número de matrícula e ver o nome lá. acreditem em mim.

existiam os brinquedos estrela
não sei pra vocês, mas pra mim, brinquedo era estrela (tirando jogos, que eram grow). sabe aquela coisa de "existe a globo e existem as outras (que eram basicamente o SBT, a bandeirantes e a manchete)"? então, pra mim era assim com a estrela. meus brinquedos preferidos de todos os tempos (que não eram importados) eram da estrela: coleção moranguinho, querido pônei, ursinhos carinhosos, barbie, snoopy de pelúcia, snif snif...
e os comerciais? quando chegava perto do dia da criança, eles começavam a passar na tv, com todos os brinquedos, e a gente via aquilo e ficava com os olhos brilhando.
o jingle era algo. quero ver quem foi criança nos anos 80 e é capaz de ver esse vídeo sem se emocionar. eu quase chorei:



aliás, os jingles merecem uma menção especial; até hoje eu canto "trem das onze" na versão estrela:
não posso ficar nem mais um minuto sem big trem
sinto muito, mamãe, mas não pode ser
gosto de emoção
se eu perder esse trem que a estrela fez pra toda hora
só quem não tem coração
e além disso, mamãe, tem outras coisas
vai pra frente, vai pra trás e faz piuí
sou filho único
quero um big trem para brincar

o mundo era politicamente incorreto
por exemplo, eu tive uma boneca que passava roupa e enceradeira no chão, e que se chamava AMELINHA.
a tv exibia programas como tv pirata, que não só sacaneava com os planos econômicos como ainda tirou uma com a cara de narjara turetta ("a partir de hoje, um saco de pitombas passa a valer uma narjara turetta").
a revista manchete tinha uma edição especial de carnaval com um monte de fotos de mulheres seminuas, inclusive no baile vermelho e preto, que, na minha concepção, só podia ser um lugar onde só tinha prostituta.
não vou dizer que era melhor, já que o povo tava basicamente cagando pras minorias e pro meio ambiente, se você fosse ao psicólogo era problemático, só maluco ia no psiquiatra e tal. mas também na hora de ir a forra, exageraram pro outro sentido, porque atualmente tá foda.

absorvente íntimo não tinha abas
sim, colega, pasme. eu mesma não sei como a gente conseguia não se manchar inteira com eles. e também não tinha cobertura sempre seca (que maravilha é aquilo pra deixar uma mulher assada nas partes pudendas, não?) nem aquela tecnologia que transforma xixi em flocos de gelatina - ah, não, isso era pras fraldas descartáveis. o que me lembra que franda descartável era artigo de luxo, pra usar quando o bebê fosse sair e não obrasse o carro/as outras pessoas/a roupa nova. no dia a dia, era todo mundo usando fralda de pano.

não existia photoshop
sim, as mulheres saíam peladas e a gente efetivamente sabia como elas eram. e silicone não rolava, nem nos peitos e nem nos cabelos.
aliás, como o estatuto da criança e do adolescente é de 1990, menores de 18 anos saíam peladas, tipo luciana vendramini, que foi paquita meia hora só pra sair fantasiada na capa da playboy.

as pessoas não tinha gaydar
não mesmo. o cara tinha que ser tipo um ney matogrosso para ser identificado como gay. e um viadeiro era sex symbol (das mulheres): freddie mercury, lauro corona (que eu achava lindo por causa da novela direito de amar, mas, oi?, eu tinha 10 anos), george michael...

não existia leave-in (creme sem enxague)
junte isso ao fato de que você lavava seu cabelo com shampoo wella seleção ovo, passava creme rinse e secava com a toalha e saía saltitante e você vai entender porque os cabelos da década de 80 eram tão satânicos.

michael jackson era preto
e é por isso que poliana explica, a quem nunca jogou, nem sabe como se joga perfil, as regras da seguinte forma (não estou exagerando): "o jogo é assim, uma pessoa lê as dicas, você escolhe um número, a pessoa lê a dica, por exemplo: 'sou negro', e aí você tem que responder michael jackson porque o jogo é velho". gotta love her.
ah, além de preto, ele tinha nariz.

terça-feira, 26 de maio de 2009

silence is golden?

pois é, o que fazer quando a gente se sente não comunicativo? quem souber a resposta vai ajudar a resolver o problema da falta de posts por aqui...

domingo, 10 de maio de 2009

your mother should know


mãe é tão importante que, como diz denise stoklos, você vai pra terapia e a conversa é mais ou menos assim:

"porque minha mãe, porque minha mãe, porque minha mãe, porque minha mãe, porque minha mãe, porque minha mãe, porque meu pai, porque minha mãe, porque minha mãe, porque minha tiiiiiia, porque minha mãe, porque minha mãe, porque minha avó, porque minha mãe, porque minha mãe, porque minha mãe, porque meu primo, porque minha mãe, porque minha mãe, porque minha mãe, porque minha mãe, porque minha mãe, porque minha irmã, porque minha mãe, porque minha mãe...".

a minha passou boa parte da vida dizendo que uma coisa que ela nunca ia fazer era pagar análise pra filho, porque onde já se viu pagar pra alguém ficar falando mal de você? pois é, ela pagou análise pra mim. e eu, claro, falei mal dela. e se tem alguém aí me condenando, é porque ou não tem mãe, ou nunca fez análise.

(agora é o momento do post em que eu faço uma pequena redação minhas férias homenagem relatando tudo o que a mamãe me ensinou.) então, com ela eu aprendi:

- a não depender de marido pra nada, a me sustentar sozinha, a não sonhar com casamento e nem com ser mulher e dona-de-casa, ponto;

- que não adianta nada estar com as unhas da mão benfeitas se seu pé estiver uma coisa horrorosa, com garras e aquele calcanhar seco e rachado (ou seja, no desespero, se eu só puder fazer um dos dois, será SEMPRE o pé, salvo no rigor do inverno), porque as pessoas reparam muito nos pés (bom, as pessoas eu não sei, mas eu reparo bastante);

- a ter muito bons modos à mesa;

- que um banho ajuda a melhorar bastante os sintomas de 95% das doenças e mal-estares (ou seja, quando eu não estou me sentindo bem, se eu puder, irei direto pro chuveiro);

- que a gente pode até achar que não, mas depois de uma noite de sono, a situação que parecia desesperadora na noite anterior está muito menos assustadora;

- a gostar de livros policiais;

- a dar aos outros aquilo que eu tenho e não me serve ou eu não uso mais (desde pequena, com os brinquedos, que a gente levava para um orfanato);

- a fazer minha famosa cara de desprezo e a sobrancelhinha levantada;

- de onde veio todo o meu cabelo;

- e a chamar gente burra de oligofrênico e oligóide (não na cara deles, é óbvio).

dentre outras coisas que não me ocorrem no momento. além do trivial, claro. obrigada, mãe!

tem também as coisas que ela me ensinou e eu não aprendi, mas nessa hora a banda entra cantando maria, maria, ei, mãe, não sou mais menino, we are family, qualquer coisa pra encerrar o assunto e evitar discussões.

então, galere, pra quem é mãe, pra quem tem mãe (mesmo que seja uma mãe emprestada), feliz dia das mães! e, por favor, não comprem presentes bregas, tipo corações com braços, nem mandem telemensagens ou telegramas animados para suas mães. vamos fazer do mundo um lugar melhor, por favor.



well... about almost everything.

sábado, 9 de maio de 2009

brasil: ame-o ou deixe-o? quero uma 3ª opção!

tem horas que eu penso que esse país não tem jeito, e só nascendo de novo.

começo esclarecendo que não sou antipatriótica, nem penso que gostaria de mudar de país correndo se tiver a menor chance. nunca morei fora, mas imagino que, assim como eu saí de salvador e, em são paulo, era mais baiana que aqui (mesmo a quilômetros do estereótipo), lá fora eu teria saudade de muitas coisas daqui e terminaria encarnando uma brasileira com muito orgulho. em tese.

em tese porque, por outro lado, o comportamento dos conterrâneos no exterior, por vezes, me mata de vergonha. não estou falando, por exemplo, daquela brasileira na suíça que supostamente forjou um ataque a si mesma e alegou ter sofrido agressões de neonazistas, porque isso não é um comportamento típico do brasileiro, mas sim atribuível a pessoas de qualquer nacionalidade que tenham perturbações psicológicas, ou estejam desesperados sem querer voltar para seu país de origem. o que me faz querer morrer é chegar numa cidade como buenos aires e perceber que pessoas que nunca tinham ido lá decidiram pular o city tour para ter mais meio dia de compras (já seria um e meio sem o city tour). minha mãe me disse que, em outubro do ano passado, quando ela, meu pai e minha irmã estavam lá, o povo via qualquer coisa e ligava (de celular, DDI) para dizer "fulano, tem tal coisa aqui, tá barato, você quer?", e que ela não se espantaria se tivesse gente comprando até ovo dentro deste critério.

uma das coisas que mais me irrita NO MUNDO é o comportamento "lei de gerson": gente que "quer levar vantagem em tudo, certo?". eu acho isso um verdadeiro câncer. é por causa deste tipo de pensamento que a gente vê o povo, no trânsito, que dirige pelo acostamento ou pela contramão e, depois, quer entrar na sua frente. as pessoas não apenas fazem isso como ainda se acham mais espertas que a maioria dos ursos (/zé colmeia), e consideram otário quem não faz.

já fui sacaneada pela galera porque avisei ao professor que a nota estava errada para mais. claro, na hora de reclamar que a soma deu menos do que deveria, todo mundo faz. aparentemente, também sou otária porque devolvo troco a maior, ou porque não fico caçando formas de sonegar imposto de renda, ou porque sempre dou 10% de serviço (fora quando o serviço é horroroso, como forma de protesto).

outro dia eu fui obrigada a ouvir educadamente (e sem poder discutir) a seguinte pérola: "ah, se sua avó ainda fosse viva, e acm também, ela poderia falar com ele pra ele resolver sua situação e botar você pra dentro do tribunal" (como juíza). porque né?, já que tem mutreta no concurso, eu também mereço ter a minha mamata. OI?????? isso sendo que minha avó não era amiga de acm, sendo que se eu sonhasse que isso aconteceu, ia morrer de vergonha própria, além de me sentir diminuída na minha capacidade.

ó, não dá não. as pessoas reclamam do congresso nacional, mas acham certo entrar com ação indenizatória por danos morais com base em QUALQUER COISA (vamos aprender que MEROS DISSABORES E ABORRECIMENTOS NÃO CARACTERIZAM DANO MORAL?). ou então assinam contrato de banco e cartão de crédito, ficam devendo (não pelas circunstâncias, mas quase que de forma premeditada) e aí, entram em juízo pra renegociar as cláusulas e pagar quase nada. porque otário, claro, é quem pagou todas as parcelas. ou então usam o argumento de que os preços são indecentes e fazem carteirinha de estudante falsa.

aliás, o angu da carteirinha de estudante tem muito caroço. porque é bonito o governo inventar a lei da meia entrada e repassar a galinha pulando para o promotor do show, o dono do cinema e tal, sem pagar um centavo de subsídio. fazer compras com o cartão de crédito dos outros é sempre bom, né? agora, o motivo pelo qual um estudante deveria ter o direito de pagar meia entrada num show do chiclete com banana escapa à minha compreensão.

sabe o que é pior? é que se você quer ser correto, toma na bunda com areia. os preços dos ingressos ficam sim mais caros, já que, na prática, mais da metade deles será vendido pela metade do valor. os coleguinhas que ficam inadimplentes e conseguem liminar pra suspender a cobrança da luz fazem com que o custo seja repassado para os coleguinhas que pagam as suas contas. idem para os que têm gato de luz e água. idem pra quem frauda a previdência social (não estou falando das fraudes milionárias, e sim daqueles cidadãos que recebem pensão de quem já morreu, porque se "esquecem" de avisar ao INSS).

por exemplo, vocês sabiam que em são paulo tem uma ação civil pública para impedir a eletropaulo de suspender o fornecimento de energia elétrica aos usuários praticantes de fraude - ou, em outras palavras, proibindo a eletropaulo de cortar a luz de quem faz gato? porque energia elétrica é um serviço essencial. por causa disso, quem não tem gato e nem liminar está basicamente bancando a conta desse pessoal aí, sem sequer ter sido consultado.

enfim, são muitos exemplos de coisas que me dão vergonha de ser brasileira (além da certeza de que tem algum gene sueco em mim) - não que eu seja corretíssima, porque não sou -, e é por isso que eu acho que, certas horas, só nascendo de novo. em outro planeta, de preferência.

p.s. não me perguntem porque eu ando nessa vibe reclamona e raivosa, porque eu juro que não sei.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

não pare na pista

eu costumo ser uma pessoa atenta ao próximo no trânsito. na medida do possível, claro, que tem horas que o sr. volante se apossa de qualquer um. de qualquer forma, me considero um ser de bom senso, e não fico naquela picuinha infantil de não dar passagem ao outro só para andar 5 m e parar no sinal vermelho.

pois então, eu hoje estava dirigindo de volta pra casa, no trânsito rame-rame de meio dia e meia, e praticando gentilezas para os coleguinhas de avenida, e tal. só sei que, num trecho do caminho que fica particularmente um cu-de-boi (como diria meu pai), porque tem carros vindo de duas pistas diferentes que se juntam, e aí outros sobrem uma ladeira pra se encontrar com esses, eu percebi que, tudo bem que existe a lei de murphy, mas dá pra ver que lá na frente estão andando e aqui está tudo PARADO, ah, teve uma mini batida de 2 carros ali. aí eu dou seta pra passar pela outra pista e, ao passar ao lado dos carros parados que estavam empatando o fluxo, vejo os motoristas dos 2 últimos carros a que eu tinha dado passagem batendo boca. sim, sim, as duas pessoas a quem eu tinha dado a vez tinham batido uma na outra.

juro que me deu uma sensação do tipo "de repente, podia ser eu" (o carro da frente não conseguiu fazer meia embreagem na subida e bateu no de trás), logo seguida pelo sentimento de que eu, de alguma maneira, tinha responsabilidade, já que aqueles carros só estavam ali naquele exato momento porque eu, na minha magnanimidade, tinha permitido que eles passassem na minha frente, e tal.

aí eu acordo e me dou conta de que é um fato: as pessoas no trânsito, quando não se comportam como animais, estão com o eterno ar de condescendência e majestade de quem concede ao outro motorista ou ao pedestre a dádiva de passar ou atravessar a rua, mas SÓ PORQUE elas deixaram (eu já li algo assim em algum lugar e juro que não me lembro onde foi; se alguém souber, ou for o autor da ideia, saiba que não estou roubando os créditos, só não me lembro da fonte). e eu, na viagem de achar que minha atitude educada de dar passagem fez tanta diferença na vida de 2 pessoas que, se não fosse por isso, elas não teriam se envolvido numa batida, faço parte do grupo dos magnânimos e preciso me policiar urgente.

ou seja: no trânsito imperam a lei da selva, a lei de gerson, o lexotan e o orgulho. será que dava pra alguém inventar logo um meio de teletransporte compatível com o século XXI?

e como recordar é viver, vamos todos rir com o pateta no desenho do sr. volante e sr. andante.



por que a disney não faz mais destes desenhos? além de engraçados, eles ainda são educativos.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

carrá fazendo escola

pelo visto, o coreógrafo de raffaella carrà não se limitou a países latinos. com vocês, armi & danni!



eu adoro que já abre com um globo espelhado com cara de que caiu no chão, quebrou em mil pedacinhos e foi remendado com durepox. aí aparece aquele povo de blusa branca, calça vinho de helanca e tênis, super escolar, zero glamour no modelito, fazendo os passos mais absurdos e fora do ritmo que você imaginar. aí, o príncipe adam da suécia versão gigolô de correntinha dourada aparece fazendo um duets com uma olívia newton-john wannabe, e o povo dançarino continua a fazer nossa alegria: tem passinho de guitarra, tem quadrilha, tem frevo... tem até uma paródia deste clipe no youtube, mas o negócio é que how worse than that can you go? exactly. não tem graça parodiar algo assim, irretocável por suas qualidades intrínsecas.

p.s. poliana, não, a gente não vai dançar isso no seu casamento. eu tenho que manter a dignidade que ainda me resta.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

futuro do pretérito

eu queria dizer que eu estava com toda uma ideia na cabeça de escrever vários posts sobre o livro alta fidelidade, sendo que o primeiro deles seria para dizer que uma coisa com a qual eu não me identifico com o livro é em relação aos top 5. pra mim, é uma tortura quando alguém me manda fazer uma lista dos 5, 10, sei lá quantos melhores alguma coisa. eu já fico estressada só de pensar que não sei ordenar as preferências, aí vejo que também não consigo me limitar ao número proposto e isso só me causa angústia.

nessa parte, eu faria uma pausa pra contar pra vocês que eu tenho uma mania, que é fazer listas. mas não listas de top 5. listas to do, listas dos meus cds, listas absurdas catalogando todas as minhas peças de roupa mais bolsas, cintos e sapatos, todos os meus ítens de maquagem - e olhem que eu tenho bastante - e até meus esmaltes. listas de perfumes ou vinhos bons (pra ter como referência, mas eu nunca sei onde eu as anotei, so what's the point?).

pois então, eu fui boicotada pelo facebook. de repente, me vi lá tranquilamente elaborando listas de 5 vegetais preferidos, 5 ítens de maquiagem indispensáveis, 5 filmes que me fizeram chorar e tal. sim, facebook é a minha nova onda do imperador, de uns 10 dias pra cá. de repente, it's all about essas listinhas e ficar fazendo testes loucamente e comentando os resultados dos testes dos coleguinhas.

pois então, este post é só pra avisar que o suposto post sobre minha não identificação com o top 5 deu xabu (mas não abortei da ideia de falar longamente sobre o livro alta fidelidade e tecer minhas considerações). em breve voltaremos à nossa programação normal.

troféu joinha pulante e vibrante

estou eu pulando de blog em blog dia desses quando me deparo com um post sobre esta reportagem da revista boa forma.

basicamente, ensinando a fazer seu ovo de páscoa light com a casca coberta de barrinhas de cereal. deve ser deliciosa a sensação de mastigar madeirite junto com seu chocolate, não é mesmo?

mas o que me deixou realmente chocada é que os comentários, no tal blog, eram agradecendo pela receita, porque assim daria pra pegar leve na páscoa sem abrir mão do ovo. gente, só eu prefiro ficar sem comer chocolate do que ganhar um troço desses? ou comer apenas um mísero bombom alpino que seja...

sei não. o mundo está muito pissicado com regime, e as pessoas ficam tentando se convencer que serragem no ovo de páscoa é legal. bom, comigo não funcionou.

what's my age again?

eu estou fazendo cursos desde o ano passado. os 2 primeiros eram de duração curta, mas o atual dura 10 meses. e eu estava desde fevereiro atrás de um fichário para guardar minhas anotações, de preferência, um que não custasse o preço de um rim e tal.

mas me deparei com um problema: 98% dos cadernos e fichários são feitos para meninas que gostam de frufrus. aliás, para meninas em idade anterior à puberdade.

eu cheguei à conclusão de que depois que o MOBRAL foi extinto, e os adultos pararam de ter vida escolar, não existe mais como ter um caderno ou fichário digno. piadas à parte, eu não estou exagerando quando afirmo que não existe mais material escolar neutro. ursinho pooh, fada sininho, princesas disney, barbie, hello kitty... é só escolher.

digo mais: quem me conhece sabe que eu não sou uma moça séria e clássica. não me incomodo com coisas de personagens de desenho e tal, pelo contrário, mas né? um pouco de dignidade. não existe mais fichário com aquela capa de papelão super grosso. todos atualmente tem tecidos brilhantes texturizados espalhafaosos, metalassê, penduricalhos, brilhos mil, plumas, babados... o negócio é que as pessoas, principalmente as mulheres, estão achando ótimo essa coisa kidults, então que mal tem ter adesivos da minnie colados no computador?

enfim, eu acho estranho. falou a pessoa que se veste de jeans e camisetas engraçadas, usa melissa, zero moral pra opinar, e tal. mas acho que as pessoas andam perdendo a noção do ridículo. por isso que eu gosto da campanha do seda teens.



porque nem tudo é pra todas MESMO.

p.s. graças a deus consegui encontrar um fichário decente e com um preço decente pra me acompanhar nas aulas. mas deu trabalho.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

jekyll & hyde living inside me

hoje de tarde eu revi lost in translation e, quando o filme acabou, fiquei pensando que é muito cool desejar um final de filme realista-porém-poético, ao som de just like honey (do jesus & mary chain), mas que, na prática, eu acho que prefiro um final feliz de comédia romântica boboca (um estilo que, com raras exceções, não é muito a minha praia) - desde que não baguncem demais na trilha sonora. porque ter uma vida com momentos indies para recordar só faz sentido se você não fica querendo se matar de solidão.

interessante que esta mesma eu, hoje de manhã, terminou de reler bonequinha de luxo e ficou revoltada porque optou-se, no filme, pelo final feliz de comédia romântica boboca, com redenção da heroína e tal, quando o livro tem um final realista-porém-poético e com o bônus de ter sido escrito por truman capote. e sem a saída fácil do viveram felizes para sempre, mas muito melhor, porque, afinal,

pois é, trabalhamos com esquizofrenia, apesar de dar muito trabalho.

chegando lá