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terça-feira, 1 de julho de 2008

aqui na terra tão jogando futebol...

nem eu estou acreditando: continuo indo à academia.

pausa digressiva: no exato momento, estou me sentindo culpada, porque a última vez que eu fui foi sexta passada, já que estava viajando no fim de semana. cheguei em casa domingo tarde da noite e nem rolou de ir segunda de manhã. segunda de noite eu saí, fui dormir tarde, hoje estava morta e deixei para levantar 07:30h, e para piorar as coisas, acabei de comer um casadinho.

mas, voltando, eu e a academia: está rolando, gente! já completei um mês, tive coragem de fazer um plano trimestral, fiz exame médico (pra quê? pra me dizerem o que eu já sabia, né? e pagando pra ouvir isso) e o mais importante: fui falar com o instrutor e dizer a ele o que eu queria, basicamente porque sem alguém pra pegar no meu pé, a coisa não flui (já tem minha mãe para garantir minhas idas). de forma que estou lá numa média de 4 dias na semana, suando a camisa e, de vez em quando, puxando uns ferros. já me botaram até para fazer transport. transport é aquele apparelho que parece uma mistura de bicicleta com esqui e que costuma ser a escolha preferida das gostosas da academia, porque elas podem ficar lá na frente todas se rebolando, enquanto os caras gatinhos e as meninas barangas ficam olhando para a bunda delas com desejo e inveja, respectivamente. não, eu não virei gostosa da academia, e eu confesso que não é exatamente confortável ficar lá na frente sacudindo meu popozão tamanho bagageiro do corsa sedan na frente de toda a sala de "treimanento cardio-vascular" (nossa, com esse nome eu me sinto até uma atleta). fora que você sobe ali achando que vai flutuar e em 1 minuto descobre que aquilo cansa como a porra, e que ainda faltam 14 minutos.

mas o dia em que eu realmente me senti fazendo parte da academia foi quando eu percebi que nutro um ódio por um cara que vai na mesma hora que eu. eu sempre ouvi falar de gente que vai à academia enrolar (isso é inclusive apontado como uma das possibilidades pelas quais você não consegue emagrecer, em revistas que tratam do tema), e achava impossível. eu vou sair de minha casa pra ficar enrolando na academia? não é mais fácil não ir? o quê, tem gente que faz amizade nesses lugares? eu achava impossível (mas eu não sou parâmetro, tendo em vista que morei em prédio a vida toda e, com a exceção de 3 irmãs que moraram lá e eram bem amigas da gente, eu nunca tive galera de prédio), mas descobri que não é. então que essa pessoa acorda cedo e vai basicamente andar na esteira, enquanto fica conversando alto com o instrutor, como se todo mundo estivesse a fim de ouvir a conversa dele (que é deveras chata). pior: ele é capaz de descer para a área de musculação e não levantar nem um haltere de 1 kg, mas ficar papeando com os instrutores que deveriam estar orientando o povo que efetivamente foi para lá exercitar algo além dos músculos da fala.

pois então, foi na hora em que eu percebi que já estou conhecendo os colegas de horário a ponto de ter vontade de matar um deles, que eu me senti orgulhosa de mim por estar conseguindo levar isso adiante.

última observação: por que na bahia as pessoas acham que axé e forró são músicas adequadas à malhação? juro, não agüento mais ver dvd de aviões do forró e jammil. sim, pode ser pior: eles têm engenheiros do havaí acústico e ana carolina - perfil. simata.

3 comentários:

Princesa Barbie disse...

menine, que alegria isso. e olha, toda cadmía traz desafetos. eu odeio gente enroladora e homens enormes que gemem sôfrega e orgasmicamente na musculação pra levantar 1 kg (oi?).

mas desisti de ter a barriga lisinha, lisinha (um dos meus objetivos academísticos antes): não rola. uma vez arregacei tanto num regime que fiquei pesando 58 kg (altura 1,78), e ela lá, perseverante. maldita.

paula disse...

Ai, cunhade, que coisa boa. Vou me mirar no seu exemplo, e no dia internacional da mudança de vida, segunda-feira, vou começar a me exercitar.

nanda disse...

Chú.

me dentifiquei demais com este relato-amigo. Só quem tem problemas reais com ir à academia entende a sensação edificante do primeiro mês honestamente completado- aquele sem as tão bem descritas enrolações. Eu completei, agora, 4 meses(3 efetivamente malhados, já que um passei com o meupésquerdopodre torcido). Mas acho que dessa vez o hábito vem fazendo a monja. Tô indo tranquila, sem aquela agonia de querer ver gominhos improváveis no pancepes em 3 aulas, vencendo diariamente a preguiça e o pavor do transport. Senhor, como aquilo cansa! Como ensopa, como faz doer as coxas!! E acho que por isso dá uma sensação tão de superação quando acaba, parece que eu completei um iroman...Na minha, a música-para-fazer-homicidas é representada pelos Dvds Ivete no Maracanã e Um Barzinho, um violão. É. É Deus me testando, eu sinto!